Formato do exameA prova terá 180 questões e tempo de duração total de 10h, distribuídos entre os dias 3 e 4 de outubro. No primeiro dia de exame (3/10), haverá provas de ciências da natureza e suas tecnologias e, depois, ciências humanas e suas tecnologias. Nesse dia, os candidatos terão 4h30 para resolver as questões. No segundo dia (4/10), serão aplicadas a prova de linguagens, códigos e suas tecnologias, que inclui a redação, e a prova de matemática e suas tecnologias. Os estudantes terão 5h30 para a resolução dos exames. Veja aqui o edital do novo Enem
Enem 2009 tem inscrição aberta até 17/7/2009
Formato do exameA prova terá 180 questões e tempo de duração total de 10h, distribuídos entre os dias 3 e 4 de outubro. No primeiro dia de exame (3/10), haverá provas de ciências da natureza e suas tecnologias e, depois, ciências humanas e suas tecnologias. Nesse dia, os candidatos terão 4h30 para resolver as questões. No segundo dia (4/10), serão aplicadas a prova de linguagens, códigos e suas tecnologias, que inclui a redação, e a prova de matemática e suas tecnologias. Os estudantes terão 5h30 para a resolução dos exames. Veja aqui o edital do novo Enem
Conheça a história do livro, desde as suas primeiras formas até as grande editoras e o hábito de leitura no Brasil.

Premiado

Livros de escritores brasileiros premiados no Bogotá 39 estão na Estante Virtual
O concurso Bogotá 39, que tem por objetivo conhecer e divulgar a obra de novos autores latino-americanos com menos de 39 anos, premiou esse ano quatro brasileiros: João Paulo Cuenca, Adriana Lisboa, Santiago Nazarian e Verônica Stigger. Para quem não conhece o trabalho desses autores, basta pesquisar na Estante Virtual para encontrar, por exemplo, “Corpo Presente”, de João Paulo Cuenca, e “Os fios da Memória”, de Adriana Lisboa, por preços em torno de R$ 10,00. Aqui na Estante, não há desculpa para não ler. Com a grande oferta de livros e os preços acessíveis, você pode ficar por dentro dos mais variados tipos de literatura, inclusive contemporânea.
Unitins organiza eventos culturais para 2009
Escritor português é premiado na Feira do Livro de Guadalajara
O escritor lisboeta, 66 anos, foi homenageado pela ampla obra na qual destaca "seu estilo pessoal e o diálogo intenso com a literatura latino-americana", descreveu María Luisa Blanco, presidente do júri encarregado de conceder o prêmio, de US$ 150 mil.
O romancista e psiquiatra português Antonio Lobo Antunes foi, também, o vencedor do Prêmio Camões de Literatura, concedido no ano passado por um júri formado por Letícia Malard e Domício Proença (Brasil), Francisco Noa (de Moçambique), João Melo (Angola), Fernando Martinho, Maria de Fátima Marinho (Portugal).
É autor de 15 livros, quatro deles lançados no Brasil pela Objetiva: Boa Tarde às Coisas Aqui em Baixo, Conhecimento do Inferno, Memória de Elefante e Os Cus de Judas, o mais vendido.
Antonio Lobo Antunes nasceu em Lisboa, em 1 de Setembro de 1942. Esteve destacado em Angola, entre 1970 e 1973, durante a fase final da Guerra Colonial portuguesa. A sua experiência de guerra inspirou muitos dos seus livros. Retornando a Portugal, trabalhou no hospital psiquiátrico Miguel Bombarda, em Lisboa.
O que você acha do ensino nas escolas do Brasil?
Novas regras da língua portuguesa passam a vigorar em 2008
Não há um dia marcado para que as mudanças ocorram -especialistas estimam que seja necessário um período de dois anos para a sociedade se acostumar. Mas a previsão é que a modificação comece em 2008.
O Ministério da Educação prepara a próxima licitação dos livros didáticos, que deve ocorrer em dezembro, pedindo a nova ortografia. "Esse edital, para os livros que serão usados em 2009, deve ser fechado com as novas regras", afirma o assessor especial do MEC, Carlos Alberto Xavier.
Tecnicamente, diz Moreira, a nova ortografia já poderia estar em vigor desde o início do ano. Isso porque a CPLP definiu que, quando três países ratificassem o acordo, ele já poderia vigorar. O Brasil ratificou em 2004. Cabo Verde, em fevereiro de 2006, e São Tomé e Príncipe, em dezembro.
António Ilharco, assessor da CPLP, lembra que é preciso um processo de convergência para que a grafia atual se unifique com a nova. "Não se pode esperar resultados imediatos." A nova ortografia deveria começar, também, nos outros cinco países que falam português (Portugal, Angola, Guiné-Bissau, Moçambique e Timor Leste). Mas eles ainda não ratificaram o acordo.
O que muda
Entre 0,5% e 2% do vocabulário brasileiro será alterado com as mudanças
HÍFENNão se usará mais:
1. quando o segundo elemento começa com s ou r, devendo estas consoantes ser duplicadas, como em "antirreligioso", "antissemita", "contrarregra", "infrassom". Exceção: será mantido o hífen quando os prefixos terminam com r - ou seja, "hiper-", "inter-" e "super-"- como em "hiper-requintado", "inter-resistente" e "super-revista"2. quando o prefixo termina em vogal e o segundo elemento começa com uma vogal diferente. Exemplos: "extraescolar", "aeroespacial", "autoestrada"
TREMADeixará de existir, a não ser em nomes próprios e seus derivados
ACENTO DIFERENCIAL
Não se usará mais para diferenciar:
1. "pára" (flexão do verbo parar) de "para" (preposição)
2. "péla" (flexão do verbo pelar) de "pela" (combinação da preposição com o artigo)
3. "pólo" (substantivo) de "polo" (combinação antiga e popular de "por" e "lo")
4. "pélo" (flexão do verbo pelar), "pêlo" (substantivo) e "pelo" (combinação da preposição com o artigo)
5. "pêra" (substantivo - fruta), "péra" (substantivo arcaico - pedra) e "pera" (preposição arcaica)
ALFABETOPassará a ter 26 letras, ao incorporar as letras "k", "w" e "y"
ACENTO CIRCUNFLEXO
Não se usará mais:
1. nas terceiras pessoas do plural do presente do indicativo ou do subjuntivo dos verbos "crer", "dar", "ler", "ver" e seus derivados. A grafia correta será "creem", "deem", "leem" e "veem"
2. em palavras terminados em hiato "oo", como "enjôo" ou "vôo" -que se tornam "enjoo" e "voo"
ACENTO AGUDO
Não se usará mais:
1. nos ditongos abertos "ei" e "oi" de palavras paroxítonas, como "assembléia", "idéia", "heróica" e "jibóia"
2. nas palavras paroxítonas, com "i" e "u" tônicos, quando precedidos de ditongo. Exemplos: "feiúra" e "baiúca" passam a ser grafadas "feiura" e "baiuca"3. nas formas verbais que têm o acento tônico na raiz, com "u" tônico precedido de "g" ou "q" e seguido de "e" ou "i". Com isso, algumas poucas formas de verbos, como averigúe (averiguar), apazigúe (apaziguar) e argúem (arg(ü/u)ir), passam a ser grafadas averigue, apazigue, arguem
GRAFIANo português lusitano:
1. desaparecerão o "c" e o "p" de palavras em que essas letras não são pronunciadas, como "acção", "acto", "adopção", "óptimo" -que se tornam "ação", "ato", "adoção" e "ótimo"
2. será eliminado o "h" de palavras como "herva" e "húmido", que serão grafadas como no Brasil -"erva" e "úmido"
Fernando Morais

Clarice Lispector

Vladimir Maiakovski
Poeta russo. Um dos principais representantes da vanguarda futurista do início do século XX.Cortázar: dois livros inéditos no Brasil
Os muitos cultuadores da obra do argentino Julio Cortázar têm motivos de sobra para comemorar. A editora Civilização Brasileira está lançando dois livros seus que, por um desses mistérios insondáveis do mercado editorial, permaneciam inéditos no Brasil. E melhor: está lançando tal como planejado pelo autor, em formato de bolso, com várias fotos e ilustrações entre os textos. Esse cuidado não foi tomado em edições em língua francesa e inglesa, por exemplo, que suprimiram as imagens."A Volta ao Dia em 80 Mundos" (1967) e "Último Round" (1969), ambos em dois volumes e em tudo complementares, poderiam ser classificados como almanaques surrealistas ou diários de viagens para armar, ou qualquer coisa próximo disso. Mas na verdade são livros inclassificáveis, que misturam memórias, artigos, poemas, contos curtos, ensaios, recortes de notícias e um sem-número de diversões literárias. Vargas Llosa definiu bem: "(são) misturas alquímicas (...) nas quais (ele) revelou suas afeições, manias, obsessões, simpatias e fobias com um
alegre imp
udor adolescente." O dia-a-dia da Cultura
Ministro da Cultura participa do encontro empresarial em São Paulo
Concursos do Audiovisual
Classificados nos Editais 'Curta Projeto Social' e 'Série Animação para TV'
Sempre Um Papo
Com o apoio do MinC, projeto une cultura, educação e responsabilidade social
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Machado de Assis
Mostra sobre o escritor será inaugurada no dia 23, na Biblioteca Nacional
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Arapiraca promove Conferência Municipal de Cultura
Olá! Você fala português?

Não importa se para a escola, vestibular, entrevista de emprego, uma carta formal ou mesmo para uma simples resposta a um fórum, a forma como você fala diz quem você é. Se você não consegue manter uma conversa ao menos compreensível com outra pessoa, como esperar que ela dê-lhe o devido crédito?
Vários são os erros que costumamos cometer, um deles é quanto ao uso de estrangeirismos. Concordo com muitos profissionais e professores que certos estrangeirismos são mais que importantes, por exemplo o termo marketing. Este termo já é tão empregado que não mais passa a idéia de palavra estrangeira, de “chiquê”, como algumas pessoas que enrolam a língua para falar “engrish” julgam. Agora, quando usam “off” em vez de “desconto”, “cash” em vez de “caixa” ou “dinheiro”, bem… Em nada há de “chiquê” em se utilizar um termo de outra língua quando há outro que pode ser tão bem empregado em seu próprio idioma.
Aliás, às vezes nem mesmo é preciso pegar emprestado termos de outros idiomas. Algumas pessoas abusam no uso de termos muito rebuscados para parecerem cultos. Bem, se você começa a empregar termos que ninguém conhece somente porque acha que assim parece culto, você vai parecer mesmo é um exibicionista. A linguagem foi criada para a comunicação, então se você não consegue utilizá-la para comunicar-se, ou seja, fazer-se entender, está cometendo o crime mais grave que se pode cometer contra a língua.
Outro problema que vemos cada vez mais é quanto ao internetês, esse idioma que acabou sendo criado por meio da modificação, redução e repetição de letras e fonemas em palavras já existentes, bem como a adoção de algumas novas (tais como estrangeirismos ou neologismos - neologismo é quando você cria uma nova palavra para expressar uma nova idéia ou uma já representada por alguma outra palavra).
Quando o internetês está somente entre internautas que usam e compreendem a mesma, tudo está ótimo. O problema é que o internetês não é regulamentado, logo cada qual vai fazendo alterações segundo suas necessidades, de tal forma que o internetês que alguém fala em um lugar pode ser muito diferente do internetês que outra pessoa fala. Ambas acreditam então estar falando a mesma “língua”, mas uma não consegue compreender a outra.
Além disso, não é porque estamos na Internet, em um meio virtual, que todas as regras que conhecemos no meio real “caem por terra”. Em muitos fóruns sérios a língua portuguesa é muito bem respeitada como um dos princípios para o bom uso do mesmo. Ninguém quer ser seu professor de português, mas ninguém quer ter que “bancar” o arqueólogo para tentar decifrar o que você escreve.
Além do que, se quer ser “chique” mesmo, se quer parecer culto, o melhor a fazer é falar a língua portuguesa de forma que todos o compreendam, sem exageros. Se todos o entendem, não fica dúvidas sobre o que você pensa, então só cabe a você transmitir da melhor forma aquilo em que você crê.
As 22 melhores bibliotecas do mundo
O acervo de obras raras da USP contém muitos títulos antiquíssimos, com textos até do séc. XIX.
Biblioteca do Senado Federal com mais de 150 mil títulos. A biblioteca gerencia a Rede Virtual de Bibliotecas - Congresso Nacional - RVBI, que abrange 15 bibliotecas, incluindo a da Câmara dos Deputados, de tribunais superiores, ministérios e órgãos públicos do Distrito Federal.
Biblioteca Nacional de Portugal - apresenta páginas especiais com reproduções relacionadas a Eça de Queirós e a Giuseppe Verdi, entre outros.
Bibliotheca Alexandrina - conheça a instituição criada � sombra da famosa biblioteca, que sumiu há mais de 1.600 anos. (em inglês)
Celtic Digital Library - história e literatura celtas. (em inglês)
Círculo Psicanalítico de Minas Gerais - acervo especializado em psicanálise.
Biblioteca do crime - histórias de criminosos, espiões, terrorismo e outros fanatismos condenados pela lei.
Human Rights Library - mais de 14 mil documentos relacionados aos direitos humanos. (em espanhol)
IDRC Library - textos e imagens desse centro de estudos do desenvolvimento internacional. (em inglês)
Internet Ancient History Sourcebook - página dedicada � difusão de documentos da antiguidade. (em inglês)
Internet Public Library - indica páginas em que podem-se ler documentos sobre áreas específicas do conhecimento. (em inglês)
Perseus Digital Library - dedicado a estudos sobre os gregos e romanos antigos.
Treasures of Keyo University - um dos destaques é a reprodução da Bíblia de Gutenberg. (em inglês)
Importantes textos, como os 70 volumes da “Harvard Classics” e a obra completa de Shakespeare. (em inglês)
Biblioteca dei Classici Italiani - literatura italiana, dos “duecento” aos “novecento”. (em italiano)
Biblioteca Virtual do Estudante Brasileiro - especializada em literatura em língua portuguesa.
Contos Completos de Machado de Assis - mais de 200 contos de um dos maiores autores da língua portuguesa.
Jornal da Poesia - Comentários sobre obras do presente e do passado e, claro, muita poesia.
Clube virtual que envia por e-mail trechos de livros. (em inglês)
Literatura brasileira e estrangeira, biografias, resumos, estudos literários e mais.
Biblioteca do Congresso americano - considerada a maior e uma das melhores do mundo, é referência internacional, com conteúdos trabalhados e relacionados. (em inglês)
Comissão Nacional de Incentivo à Cultura
Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan)
Presidente: Luiz Fernando de Almeida
Presidente do Fórum Nacional de Secretários e Dirigentes Estaduais da Cultura
Sônia Maria Dias Mendes
Prêmio Jovem Inovador vai revelar talentos do agronegócio em escolas e universidades

Os trabalhos dos oito finalistas serão temas do programa Técnica Rural Gestão e Inovação. Os nomes dos dois vencedores – um de nível universitário e outro de escola técnica – serão anunciados no programa Pergunta Brasil no dia 10 de dezembro. Eles receberão um prêmio de R$ 5 mil cada, além do direito a uma visita técnica de cinco dias à fábrica da Massey Ferguson, em Canoas (RS).
Podem participar do prêmio alunos regularmente matriculados em faculdades e escolas técnicas reconhecidas pelo Ministério da Educação. Os candidatos precisam ter até 35 anos.
Os projetos de pesquisa inscritos devem ser orientados por um professor e apresentar resultados.
As inscrições estão abertas e devem ser feitas no site especial do Projeto Jovem Inovador até o dia 18 de setembro.
Haverá quatro etapas de seleção de finalistas. Os dois primeiros finalistas serão anunciados no dia 2 de setembro.
O jovem pode inscrever o mesmo trabalho nas quatro etapas, respeitando os prazos de cada etapa de seleção, ou seja, os alunos precisam inscrever os trabalhos em todas as etapas para concorrerem, a participação não é automática.
Um júri composto por profissionais especializados em agronegócio vão escolher os oito finalistas. Esses projetos serão temas do programa Técnica Rural Gestão e Inovação, uma das mais tradicionais atrações da grade do Canal Rural, e também serão mostrados em reportagens dentro do Rural Notícias, principal noticiário da emissora. Os programas irão ao ar entre os dias 27 de setembro e 16 de novembro.
A escolha dos vencedores será feita com a participação do público, em votação aberta, pelo site do Canal Rural. A nota obtida pela internet vai ter peso de 20% no resultado final para escolha dos projetos vencedores, somada ao resultado dos membros da comissão julgadora.
O site especial do Projeto Jovem Inovador possibilita, além das inscrições, que os participantes e o público acompanhem todas as etapas do processo. E também há espaço para participação por meio de comentários, dúvidas e sugestões.
Os livros mais lidos do mundo

1 - Crime e Castigo,de Dostoiévski/O romance que marca dez entre dez adolescentes.Publicado em 1866, conta a história de Raskolnikof,um sujeito atormentado que decide matar uma mulher, é surpreendido pelo acaso,tem de cometer outro crime e passa a viver torturado pela culpa.Todos os conflitos do ser humano estão sintetizados nos pensamentos dessa figura que seespreita sinistramente por São Petersburgo.Qual o limite da racionalização de um indivíduo?Até onde sua justificativa conceitual pode permitir um comportamento socialmente condenado?Depois deste livro,você nunca mais vai ter uma resposta definitiva para essas dúvidas.
2 - Dom Quixote,de Miguel de Cervantes/O pai de todos os romances.Dom Quixote leu demais as histórias heróicas de cavaleiros que enfrentavam tudo e todos em nome de uma paixão transcendental e decide se tornar um deles.Apanha no livro inteiro.Sempre acompanhado de seu leal e quase sádico Sancho Pança,enfrenta moinhos imaginários em uma Europa que já não existe. Publicado em duas partes,em 1605 e 1615,o livro estabeleceu um padrão de narrativa distanciada,não raro irônica,que todos os grandes romances seguiriam depois.Mas,deturpado de seu sentido original,ainda é visto como uma história de triunfo ou antitriunfo.Não:é uma conversa que está dentro de cada um de nós.
3 - A Comédia,de Dante Alighieri/Assim como Dom Quixote ,trata-se de uma sátira que os resumos convencionais costumam não acentuar.Mais tarde chamada de A Divina Comédia ,o livro escrito entre 1306 e 1321 por Dante é uma espécie de vingança contra sua cidade,Florença,cujos habitantes são distribuídos pelo inferno e purgatório; apenas alguns merecem o paraíso,especialmente a amada Beatriz e o guia do narrador,Virgílio,o autor de A Eneida .Normalmente exaltado por seu imaginário rico em precisão e sentimentos,o longo poema toscano também é inigualável em sua capacidade de unir o coloquial e o sofisticado,atingindo uma unidade complexa que raríssimos tradutores captam.
4 - Hamlet,de William Shakespeare/Quase tudo que Shakespeare (1564-1616)escreveu merece ser lido. Nenhum autor traduziu como ele as angústias do homem de qualquer época, confrontado entre a palavra e a justiça.Das peças mais famosas, Hamlet (1600 ou 1601) acaba sendo a escolhida por ser a mais filosófica, quase sem ação,sustentada em monólogos inesquecíveis.Mais enxuta que Rei Lear e mais regular que Macbeth, contém toda a ambigüidade da própria condição humana.Com provas tão fracas como o fantasma do pai que lhe aparece,Hamlet parte para se vingar do tio e,sobretudo,da mãe,contando com a falta de tato de sua amada Ofélia.E,ao contrário do que ocorre nas peças gregas,não há equilíbrio a restabelecer no final: apenas a imperfeição de qualquer verdade proferida pelo homem.
5- A Morte de Ivan Ilitch,de León Tolstói /Tolstói escreveu Guerra e Paz (1865-69)e Anna Karenina (1875-77),a maior história de guerra e a maior história de amor que o leitor já conheceu. Mas entre nesse mundo exclusivíssimo com A Morte de Ivan Ilitch ,um personagem que ninguém construiu igual no mesmo número de páginas. O pensamento de Tolstói,moralista,grandiloqüente,é de difícil assimilação pelo leitor moderno,mas a descrição do carreirista sem caráter Pedro Ivanovitch se faz nas dez páginas iniciais,nas quais nada,nenhum detalhe, é redundante.Em sua sede de aceitação social,incapaz de ter opinião própria,Ivanovitch leva uma vida covarde e representa o homem no que tem ao mesmo tempo de mais mesquinho e presunçoso:a crença de que não vai morrer.Sua vida é a própria morte.
6 - As Viagens de Gulliver,de Jonathan Swift/Nenhum escritor teve tão poucas papas na língua para descrever a pobreza moral humana do que Jonathan Swift. Ensaísta e panfletário brilhante,ele publica As Viagens de Gulliver em 1726 com a intenção de "envergonhar o mundo, mais do que diverti-lo".E,divertindo-o como poucos, ele põe a nu as pretensões humanas nas viagens de Gulliver a Liliput, Brobdingnag,Laputa e Glubdubdrib,com seus seres vaidosos, imediatistas,bitolados e falsos, sintetizados finalmente nos Yahoos, sujos e degredados e estranhamente semelhantes aos homens. Swift fundou a prosa inglesa moderna e seu livro é a demonstração de que o orgulho humano não é tão racional.
7 - A Odisséia,de Homero/Não há que escolher entre A Ilíada e A Odisséia :os dois livros devem ser lidos.primeiro é o maior poema sobre uma guerra,ao mesmo tempo épico e detalhista,um prodígio de fluência narrativa e invenção melódica. A Odisséia é uma multiplicação ainda maior de histórias dentro da mesma história,a grande viagem de retorno de Ulisses (Odisseu)para sua terra,interceptada por seres fascinantes e lugares surpreendentes,que testam a grande virtude do navegador:sua capacidade de não perder o bom senso no pico das crises,de não ser sugado pelo abismo dos sentidos e dos desejos.Se houvesse um só livro para ler,e esse livro fosse A Odisséia ,não poderíamos reclamar da literatura.
8 - Ulisses,de James Joyce/James Joyce era um sujeito tão excêntrico,tão excêntrico,que um dia teve uma idéia tão ambiciosa quanto óbvia:adaptar A Odisséia para nossa pobre vida cotidiana,sem heroísmos e mitologias,sem destinos grandiosos ou mesmo qualquer destino.E em 1992 ele publicou Ulisses, um relato que comprime em 24 horas de um perambular por Dublin os dez longos e atribulados anos que o Ulisses homérico gastou para voltar a Ítaca.Numa linguagem repleta de inovações,trocadilhos e cortes, perturbadoramente descontínua,entramos na cabeça de Stephen Dedalus, Leopold Bloom e Molly Bloom,três irlandeses aparentemente comuns. E de repente nos sentimos num mundo tão deslocado quanto o de Homero, como se o familiar e o estranho fossem um só.
9 - Em Busca do Tempo Perdido,de Marcel Proust/Publicado entre 1913 e 1927 em sete volumes,este é o maior romance do século, tanto no tamanho como na complexidade.Dezenas de personagens se cruzam em histórias de amor,ciúme e inveja,na França da Belle Époque,e a narrativa vai passando do detalhe ao painel e do painel ao detalhe sem fazer projeções definidas,num constante reajuste de tudo aquilo que nunca será perfeitamente ajustado.A grandeza do romance de Proust pode ser entendida na seguinte equação:há centenas de cenas e figuras memoráveis,mas,tal como um poema,não se pode resumir a história sem prejuízo dela mesma,tal o feitio das frases, modulação das vozes,a inteligência do texto.O micro e o macro nunca se relacionaram assim antes.
10 - As Flores do Mal,de Charles Baudelaire/ A poesia francesa e mundial,a arte e a própria vida nunca mais foram as mesmas depois que Charles Baudelaire escreveu As Flores do Mal, em 1857.Acusada de blasfêmia e obscenidade,a reunião de poemas sobre o tédio e a hipocrisia da vida humana é menos agressiva do que pode parecer.O segredo de Baudelaire,que lhe permitiu se apropriar do passado e preparar o futuro da literatura,foi juntar a eloqüência clássica com as dissonâncias e imprecisões que seriam marcas da modernidade. Numa mesma estrofe,ele vai do sussurro ao grito,do doce ao amargo,e cria uma experiência vital.Baudelaire também foi grande crítico de música e pintura,derrubando o mito de que o crítico é um criador frustrado.
José Saramago
Eventos Culturais (2008)
O Prêmio OFF FLIP de Literatura foi criado em 2006 e inicialmente era destinado somente a autores residentes no Brasil. Este ano foi ampliada ainda mais a abrangência e o cronograma do Prêmio: as inscrições serão feitas de 05 de abril a 20 de maio e não apenas para um gênero como nas edições anteriores,mas para dois gêneros (Conto e Poesia) e serão estendidas não apenas a autores de qualquer nacionalidade residentes no Brasil e a brasileiros residentes no exterior como no ano passado, mas também a autores de países lusófonos.
Concurso Internacional de Monografias sobre a Obra de Graciliano Ramos
O MINISTÉRIO DAS RELAÇÕES EXTERIORES DO BRASIL, por intermédio do Departamento Cultural, torna público, para conhecimento dos interessados, que estará promovendo inscrições para participação em Concurso Internacional de Monografias sobre a obra de Graciliano Ramos. Os cinco melhores ensaios, escolhidos por Comissão Julgadora constituída para esse fim, farão jus ao “Prêmio Itamaraty de Literatura Brasileira” 2008. Para maiores detalhes sobre o concurso clique em:http://www2.mre.gov.br/cultural/Edital_2008-Concurso_Graciliano_Ramos.pdf
INTERNATIONAL COMPETITION OF MONOGRAPHS ON THE WORK OF GRACILIANO RAMOS
The Brazilian Ministry of Foreign Relations (Itamaraty), through its Cultural Department, announces that the registration period will end on August 30, 2008, for those who wish to participate in the International Competition of Monographs on the Work of Graciliano Ramos, in accordance with the terms of Article 22, Item IV, of Law no. 8,666 of June 21, 1993, as well as the conditions established in the original Portuguese text of this Public Notice. The five best essays, to be selected by a Committee of Judges established for that purpose will be awarded the 2008 Itamaraty Brazilian Literature Prize. For further information see the link:http://www2.mre.gov.br/cultural/Edital_2008-Concurso_Graciliano_Ramos.pdf
Hipopocaré, o Rei da Galhofa, comemora 25 anos

Hipopocaré encontra-se em sua 5ª edição, lançada recentemente na Livraria Saraiva do Recife. Vendeu em suas primeiras quatro edições 10.450 exemplares, apenas no Recife.
Adotado como livro paradidático pelos grandes colégios da cidade e por Secretarias Municipais de Educação, foi apontado pelo Diário de Pernambuco, durante cinco meses, como um dos cinco livros mais vendidos.
Adaptado para o teatro como musical infantil, ficou em cartaz durante dois anos e meio consecutivos, em sua terceira temporada de sucesso. Levou ao teatro recifense o maior público infantil de todos os tempos, chegando a ultrapassar a lotação máxima do Teatro do Parque, com 1.120 pagantes em uma única sessão. Já foi assistido por mais de 60.000 pessoas. É considerado o maior sucesso do teatro infantil de Pernambuco em todos os tempos. A sua 4ª montagem estreará na Bienal, em data a ser estabelecida.
Francisco Cunha, consultor da renomada empresa de consultoria TGI, estima que a mídia da última montagem do musical Hipopocaré, tenha atingido cerca de um milhão de pessoas no Estado de Pernambuco.
Para o ex-ministro do Meio Ambiente, Gustavo Krause, em termos de sua importância e repercussão, Hipopocaré está para Pernambuco, assim como O Menino Maluquinho está para o Brasil.
IDIOMA PORTUGUÊS

O português é a língua oficial de mais de 188 milhões de pessoas (1992). Os sete países que têm o português como a língua oficial são chamados de lusófonos. E, apesar da incorporação de vocábulos nativos, de certas particularidades de sintaxe, pronúncia e grafia, a língua portuguesa mantém uma unidade.
Angola
Brasil
Cabo Verde
Guiné-Bissau
Moçambique
Portugal
São Tomé e Príncipe
O português é também falado em pequenas comunidades, reflexo de povoamentos portugueses datados do século XVI, como é o caso de:
Zanzibar (na Tanzânia, costa oriental da África)
Macau (ex-possessão portuguesa encravada na China)
Goa, Diu, Damão (na Índia)
Málaca (na Malásia)
Timor Leste (na Indonésia) tem, além do português, o idioma tétum como oficial.
O selo (acima) foi emitido por Macau em 09/03/1954, para comemorar o centenário do primeiro selo postal de Portugal. Na ilustração pode-se ver o primeiro selo postal português (no centro) e o Brasão de Armas das antigas colônias de Portugal... as quais, na maioria, tem como idioma oficial a língua portuguesa.
O sistema ortográfico adotado atualmente no Brasil é o aprovado pela Academia Brasileira de Letras, na sessão de 12 de agosto de 1943, e simplificado pela Lei nº. 5.765, de 18 de dezembro de 1971.
O nosso alfabeto possui 23 letras, três a menos do que no alfabeto latino (figura abaixo), as quais só podem ser usadas em casos especiais: K, W e Y.
Pequim festeja a Língua e Cultura Portuguesa
Actuação do Quarteto de Carlos Barreto (Barreto, Bernardo Sassetti, Mário Barreiros e Perico Sambeat), um ciclo de cinema dedicado ao realizador Manoel de Oliveira, uma conferência do crítico cinematográfico João Lopes e uma exposição do pintor Manuel Amado, foram algumas das iniciativas.
Na Festa da Língua Portuguesa, que contou com a colaboração do Leitorado do IC, participaram alunos do Departamento de Português da Universidade de Estudos Estrangeiros de Pequim, do Instituto de Rádio e Televisão, bem como bolseiros de Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique e Portugal.
Do programa da festa constou a recitação de vários poemas de autoria de Almeida Garrett, Agostinho Neto, Fernando Pessoa, Luís de Camões, José Régio, ou de poetas populares portugueses, para além de um quadro de teatro, "O Tonecas e o Professor", dança, a zoconiangula de Moçambique, ou a kizomba de Angola, para além da música e a entrega do Prémio Portugal aos melhores alunos dos leitorados do IC em Cantão, Pequim e Xangai.
FOLCLORE BRASILEIRO
O que é Folclore//Podemos definir o folclore como um conjunto de mitos e lendas que as pessoas passam de geração para geração. Muitos nascem da pura imaginação das pessoas, principalmente dos moradores das regiões do interior do Brasil. Muitas destas histórias foram criadas para passar mensagens importantes ou apenas para assustar as pessoas. O folclore pode ser dividido em lendas e mitos. Muitos deles deram origem à festas populares, que ocorrem pelos quatro cantos do país.
Boto//Acredita-se que a lenda do boto tenha surgido na região amazônica. Ele é representado por um homem jovem, bonito e charmoso que encanta mulheres em bailes e festas. Após a conquista, leva as jovens para a beira de um rio e as engravida. Antes de a madrugada chegar, ele mergulha nas águas do rio para transformar-se em um boto.
Curupira//Assim como o boitatá, o curupira também é um protetor das matas e dos animais silvestres. Representado por um anão de cabelos compridos e com os pés virados para trás. Persegue e mata todos que desrespeitam a natureza. Quando alguém desaparece nas matas, muitos habitantes do interior acreditam que é obra do curupira.
Lobisomem//Este mito aparece em várias regiões do mundo. Diz o mito que um homem foi atacado por um lobo numa noite de lua cheia e não morreu, porém desenvolveu a capacidade de transforma-se em lobo nas noites de lua cheia. Nestas noites, o lobisomem ataca todos aqueles que encontra pela frente. Somente um tiro de bala de prata em seu coração seria capaz de matá-lo.
Mãe-D'água//Encontramos na mitologia universal um personagem muito parecido com a mãe-d'água : a sereia. Este personagem tem o corpo metade de mulher e metade de peixe. Com seu canto atraente, consegue encantar os homens e levá-los para o fundo das águas.
Corpo-seco//É uma espécie de assombração que fica assustando as pessoas nas estradas. Em vida, era um homem que foi muito malvado e só pensava em fazer coisas ruins, chegando a prejudicar e maltratar a própria mãe. Após sua morte, foi rejeitado pela terra e teve que viver como uma alma penada.
Pisadeira//É uma velha de chinelos que aparece nas madrugadas para pisar na barriga das pessoas, provocando a falta de ar. Dizem que costuma aparecer quando as pessoas vão dormir de estômago muito cheio.
Mula-sem-cabeça//Surgido na região interior, conta que uma mulher teve um romance com um padre. Como castigo, em todas as noites de quinta para sexta-feira é transformada num animal quadrúpede que galopa e salta sem parar, enquanto solta fogo pelas narinas.
Mãe-de-ouro//Representada por uma bola de fogo que indica os locais onde se encontra jazidas de ouro. Também aparece em alguns mitos como sendo uma mulher luminosa que voa pelos ares. Em alguns locais do Brasil, toma a forma de uma mulher bonita que habita cavernas e após atrair homens casados, os faz largar suas famílias.
Saci-Pererê//O saci-pererê é representado por um menino negro que tem apenas uma perna. Sempre com seu cachimbo e com um gorro vermelho que lhe dá poderes mágicos. Vive aprontando travessuras e se diverte muito com isso. Adora espantar cavalos, queimar comida e acordar pessoas com gargalhadas.
Curiosidades:- É comemorado com eventos e festas, no dia 22 de Agosto, aqui no Brasil, o Dia do Folclore.- Em 2005, foi criado do Dia do Saci, que deve ser comemorado em 31 de outubro. Festas folclóricas ocorrem nesta data em homenagem a este personagem. A data, recém criada, concorre com a forte influência norte-americana em nossa cultura, representanda pela festa do Halloween - Dia das Bruxas.- Muitas festas populares, que ocorrem no mês de Agosto, possuem temas folclóricos como destaque e também fazem parte da cultura popular
IGUALDADE RACIAL

“A luta pela liberdade dos negros brasileiros jamais cessou. Em 1971, um significativo capítulo de nossa história vinha à tona pela ação de homens e mulheres do Grupo Palmares. Lá do Rio Grande do Sul era revelada a data do assassinato de Zumbi, um dos ícones da República de Palmares. Passados sete anos, ativistas negros reunidos em congresso do Movimento Negro Unificado contra a Discriminação Racial cunharam o 20 de novembro como Dia da Consciência Negra. Em 1978, era dado o passo que tornaria Zumbi dos Palmares um herói nacional, vinculado diretamente à resistência do povo negro.
Herdamos os propósitos de Luiza Mahin, Ganga Zumba e legiões de homens e mulheres negras que se rebelaram a um sistema de opressão. Lançaram mão de suas vidas a se conformarem com a prisão física e de pensamento. Contrapuseram-se ante às tentativas de aniquilamento de seus valores africanos e contribuíram com seus saberes para a fundação e o progresso do Brasil.
Orgulhosamente, exaltamos nossa origem africana e referendamos a unidade de luta pela liberdade de informação, manifestação religiosa e cultural. Buscamos maior participação e cidadania para os afro-brasileiros e nos associamos a outros grupos para dizer não ao racismo, à discriminação e ao preconceito racial.
Que este 20 de Novembro, assim como todos os outros, seja de muita festividade, alegria e renove nossas energias para continuarmos nossa trajetória para conquista de direitos e igualdade de oportunidades. Estejamos todos, homens e mulheres negras, irmanados nesta caminhada pela liberdade e pela consciência da riqueza da diversidade racial!”
Matilde RibeiroMinistra da Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial.
Zumbi dos Palmares
SEBO
http://www.traca.com.br/traca.cgi?tema=padrao&pag=livraria&mod=fotos&sec==

Affonso Romano de Sant'Anna
Affonso Romano de Sant'Anna nasce em Belo Horizonte, no dia 27 de março de 1937, filho de Jorge Firmino de Sant'Anna, Capitão da Polícia Militar mineira, e de D. Maria Romano de Sant'Anna.Criado em Juiz de Fora, tem uma infância de menino pobre, trabalhando desde muito cedo para pagar seus estudos. Entre um e outro biscate, aproveita para ler os livros que consegue nas bibliotecas do Serviço Social da Indústria (SESI). Filho de pais protestantes, é criado para ser pastor. Aos 17 anos prega o evangelho em várias cidades de Minas Gerais, visita favelas, prisões e hospitais, convivendo com pessoas pobres e sofridas. Leva a elas sua mensagem. Essa experiência irá influir, futuramente, no estilo de seus textos e poesias, com forte conteúdo social.Custeia seus estudos na Faculdade de Letras de Belo Horizonte, tornando-se bacharel.Em 1956, esteve envolvido com movimentos de vanguarda e, no ano seguinte, com sua voz de barítono, passa a fazer parte do "Madrigal Renascentista", à época regido pelo maestro Isaac Karabtchevsky.Fez parte dos movimentos que transformaram a poesia brasileira, sempre interagindo com grupos inovadores e construindo sua própria linguagem e trajetória. Data desta época a participação nos movimentos políticos e sociais que marcaram o país. Como poeta e cronista, foi considerado pela revista "Imprensa", em 1990, como um dos dez jornalistas formadores de opinião por desempenhar atividades no campo político e social que marcaram o país nos anos 60.Coloca em seu primeiro livro, lançado em 1962, "O Desemprego da Poesia", seu inconformismo com a atuação do poeta da época que não possuía a força dos poetas do século XIX. Analisa o desencontro do poeta no seu tempo e sua frustração pessoal. O poeta era tido como um ser boêmio, romântico, fora de época.Em 1965, muda-se para Los Angeles onde, durante dois anos, dá cursos de Literatura Brasileira na Universidade da Califórnia. Nasce sua primeira filha, Fabiana. Lança seu primeiro livro de poesias "Canto e Palavra".Em 1968, retorna aos Estados Unidos para, durante dois anos, participar como bolsista do International Writing Program, na cidade de Iowa, dedicado a jovens escritores de todo o mundo. Apresenta, na Universidade Federal de Minas Gerais, em 1969, sua tese de doutoramento "Carlos Drummond de Andrade, o Poeta "Gauche", no Tempo e Espaço", publicada em 1972 e que lhe garantiu os quatro prêmios mais importantes no universo literário brasileiro.Casa-se, em 1971, com Marina Colasanti, escritora e jornalista, segundo ele sua melhor crítica e também musa inspiradora.Nasce, em 1972, sua segunda filha, Alessandra. Leciona na Pontifícia Universidade Católica - PUC e na Universidade Federal do Rio de Janeiro - UFRJ.De 1973 a 1976, dirige o Departamento de Letras e Artes da PUC/RJ. Para o curso de Pós-Graduação em Letras, realizado em 1976 na PUC/RJ, promove a vinda de conferencistas internacionais, entre os quais Michel Foucault, sociólogo francês. Houve grande repercussão da visita de Foucault ao país, que se encontrava em pleno regime ditatorial. Lança seu segundo livro de poesias "Poesia sobre Poesia".Em 1976, volta aos Estados Unidos para lecionar Literatura Brasileira na Universidade do Texas.Em 1978, torna-se professor de Literatura na Universidade de Colônia, na Alemanha. Lança "A grande fala do índio guarani".Lança, em 1980, o livro de poesias "Que país é este?", cujo poema título é publicado com destaque pelo "Jornal do Brasil". Leciona, durante dois anos, na Universidade Aix-en-Provence, na França, como professor visitante.
STEFAN ZWEIG
http://www.casastefanzweig.org/sec_casa.phpDA PERSEGUIÇÃO NAZISTA AO EXÍLIO BRASILEIRO: O IDEAL HUMANISTA DE STEFAN ZWEIG
Stefan Zweig é considerado um dos grandes autores da literatura alemã de exílio, que assume uma posição especial no século XX: refere-se às obras de autores que fugiram da dominação nacional-socialista, que persistiu de 1933 a 1945. A emigração dos intelectuais de língua alemã ocorreu principalmente em dois momentos: o primeiro foi em 1933, depois da ascensão de Hitler ao poder e, sobretudo, depois do início da perseguição aos escritores alemães, simbolizado pela publicação, na imprensa, de uma ‚lista negra‘ de 44 escritores de língua alemã, considerados indesejáveis pelo regime, e pela Bücherverbrennung, a queima de livros em cidades universitárias no dia 10 de maio de 1933; o segundo momento corresponde aos anos de 1938 e 1939, quando principalmente intelectuais austríacos emigraram devido à anexação da Áustria e Tchecoslováquia e ao início da II Guerra Mundial. Ao mesmo tempo, muitos emigrantes que viviam em outros países europeus agora ameaçados pela Guerra empreenderam uma segunda fuga para além-mar. Surgiram, então, novas editoras, jornais e revistas de emigrantes, por exemplo em Amsterdam, Londres, Praga, Nova York e cidade do México. A literatura de exílio publicada nesses meios de divulgação tinha, nas suas diversas formas, uma coisa em comum: a oposição incontestável ao nacional-socialismo.
Durante a vigência da ditadura nazista na Europa, entre os muitos escritores que tiveram de partir para o exílio estava o austríaco Stefan Zweig, nascido em Viena em 1881. Ele estudou em Berlim e Viena, viveu como escritor autônomo na maior parte do tempo em Viena, embora empreendesse longas viagens ao exterior. Durante a I Guerra Mundial, viveu na Suíça e, a partir de 1919 at, em Salzburg, na Áustria. Stefan Zweig fez parte da ‚lista negra‘ de autores de língua alemã, entre os quais também estavam Bertolt Brecht, Alfred Döblin e Heinrich Mann, por exemplo, cujos livros foram retirados das bibliotecas e livrarias e queimados em praça pública pelos nazistas em 1933. Em 1938, emigra para a Inglaterra, de lá para os Estados Unidos e finalmente, em 1941, para o Brasil. Deprimido com a situação de barbárie na Europa durante a II Guerra, Zweig suicida-se juntamente com sua mulher em fevereiro de 1942 em Petrópolis, Rio de Janeiro.
O poliglota Stefan Zweig era, em seu tempo, um mediador entre as nações, sendo considerado o típico literato europeu. Apresentou-se desde sua juventude como tradutor de Verlaine, Baudelaire e sobretudo de Verhaeren, publicando em 1901 suas primeiras poesias sob o título Silberne Saiten. Tanto sua obra épica como suas miniaturas históricas e os trabalhos biográficos o tornaram famoso. Ele foi um dos autores mais lidos de sua época, certamente devido à sua prosa cheia de nuanças e extremamente cultivada, mas de fácil leitura. Seus livros foram traduzidos para todas as línguas culturalmente importantes. Seus ensaios sobre Hölderlin, Kleist, Nietzsche e Balzac, entre outros, evidenciam a complexidade e a abrangência do espírito europeu, além de apontarem para os perigos aos quais os gênios estão expostos. As biografias históricas, entre as quais Fouché e Erasmus von Rotterdam, dão mostras de uma postura profundamente humanística do autor. Em 1944, surgem suas memórias, publicadas postumamente sob o título Die Welt von gestern, uma obra em prosa sobre uma época que já passou.
Stefan Zweig descreveu, já no exílio, o pesar com que deixou Viena, sua cidade natal, em um texto intitulado „Abschied von Wien“ (Despedida de Viena, in: Schwarz u. Wegner 1964). É uma narrativa que mostra o absurdo da perseguição de Hitler aos judeus, os quais foram obrigados a deixar suas casas, seus pertences, sua pátria, seus passaportes e, não raras vezes, seus familiares – o próprio Zweig não tornou a ver sua mãe de 84 anos de idade, que havia ficado em Viena e morreu pouco depois.
Como quase todos os autores importantes da literatura alemã na época, Stefan Zweig passou a viver no exílio em conseqüência das perseguições nazistas, mas, como eles, continuou atento ao que se passava na Europa. Embora a postura política dos escritores exilados fosse bastante divergente – havia anarquistas, stalinistas, socialistas, liberais – eles tinham em comum a consciência de representar uma Alemanha diferente daquela que os exilou.
Stefan Zweig via a guerra como uma sombra em sua vida, uma sombra que pairava sobre cada um de seus pensamentos, de dia e de noite (In: Schwarz u. Wegner 1964: 201). Essa sombra também acompanhava seus escritos, não apenas porque o afetara pessoalmente, mas porque representava a negação daquilo que idealizava. Em oposição à sombra da ditadura nazista, o autor falava, em seus textos, de um futuro sem a sombra das guerras sobrepondo-se umas às outras.
Nesse contexto, Brasilien – Ein Land der Zukunft representa o ideal humanista de Stefan Zweig. O autor lança um olhar para a frente, para um modelo de país do futuro, no qual as pessoas viveriam em harmonia e livres de preconceitos, tendo por base um humanismo liberal. Abordando aspectos da história, economia e cultura do Brasil, Zweig não apenas tenta explicar o presente a partir do passado, mas sobretudo mostrar o Brasil como um modelo que se opõe à autodestruição resultante do fanatismo ideológico dominante na Europa durante o nazismo. Em meio à II Guerra Mundial, o autor vê no Brasil possibilidades alternativas, direcionadas para o futuro. A Europa, ao contrário, mesmo tendo infinitamente mais tradição, teria menos futuro (Zweig 1984: 169) [2] , pois lá haveria um dinamismo exagerado, que levaria à concorrência e finalmente à guerra entre uma nação e outra. Entre as características tragicamente superestimadas, na época, como valores morais de um povo, o autor aponta a energia, a veemência e o dinamismo. Tendo sofrido pessoalmente as conseqüências “dessas exaltadas tensões psíquicas, dessa avidez e fúria do poder” sob o Nazismo europeu, Zweig aprecia, no Brasil, justamente “essa forma de vida mais suave e serena”, que considera como alívio e felicidade (Idem: 16).
Sua imagem positiva do Brasil não o impede, entretanto, de ver as precárias condições de vida da maioria da população, o ainda incipiente desempenho industrial, o atraso tecnológico e a burocracia administrativa do país. Mesmo assim, Stefan Zweig aposta no Brasil como modelo de um novo futuro para a civilização com base em duas características que seu povo apresentaria: o caráter pacífico e a postura humanista (Idem: 16-7). Da mesma forma que Theodor Adorno [3] , filósofo da Escola de Frankfurt, Zweig denuncia a primazia do conhecimento tecnológico em detrimento de valores humanistas, afirmando, ainda, que a organização e o conforto material de um povo não são sinônimos de „civilização“ e „cultura“:
Nós vimos que um alto grau de organização não impediu que povos utilizassem essa organização unicamente no sentido da bestialidade ao invés de no sentido da humanidade, e que nossa civilização européia abandonou a si própria por duas vezes no decorrer de um quarto de século. Assim, não estamos mais dispostos a reconhecer uma hierarquia que leve em conta a potência industrial, financeira, militar de um povo, mas, sim, de estabelecer, como medida da exemplaridade de um país, o seu caráter pacífico e sua postura humanista (Zweig 1984: 17).
O autor vê o Brasil como um país “que odeia a guerra”, apontando para o fato de que, com exceção “daquele Episódio do Paraguai” provocado por um “ditador enlouquecido”, o Brasil teria resolvido todos os seus conflitos de fronteira com os vizinhos, valendo-se de acordos amigáveis e apelos a tribunais internacionais (Idem: 17-8). Além disso, salienta Zweig, “[n]unca a paz do mundo esteve ameaçada por sua política e, mesmo em um tempo incerto como o nosso, não se consegue imaginar que esse princípio fundamental de seu pensamento nacional, essa predisposição para o entendimento e a compatibilidade, pudesse se alterar algum dia”(Idem: 18). Do ponto de vista do autor, a postura do Brasil no contexto internacional, essa predisposição para a conciliação, essa atitude humana não se deve apenas aos seus governantes. Seria muito mais o “produto natural do caráter de um povo, da tolerância inata do brasileiro” (Idem: Ibidem).
É com base nesses pressupostos que, em meio à II Guerra Mundial, Stefan Zweig lança um olhar de volta à ditadura nazista, denunciando o racismo e o ufanismo implantados na Alemanha. Transtornado com o rumo dos acontecimentos na Europa, onde o nazismo se alastrava, tentando subjugar o maior número possível de países, o autor acredita no Brasil como “um país do futuro”. E afirma que, se a civilização no velho mundo realmente se autodestruir, saberá que “aqui [no Brasil] uma nova está em formação, preparada para tornar realidade, mais uma vez, tudo aquilo que as gerações intelectuais mais nobres na Europa em vão desejaram e sonharam: uma cultura pacífica e humana” (Idem: 70-1).
O “país do futuro” idealizado por Zweig, entretanto, não se concretizou no Brasil. Uma das razões talvez seja encontrada no processo histórico brasileiro que, conforme Segatto, caracterizou-se por ter sido marcadamente excludente e autoritário. De acordo com o autor, o Estado brasileiro sempre se impôs, através da classe dominante, sobre a sociedade civil:
A classe dominante organizou o Estado como um aparato de poder exclusivo, dissociado da sociedade. Sem capacidade dirigente ou hegemônica, valeu-se sempre do Estado para exercer seu domínio pela coerção. Em quase todas as tentativas de organização, mobilização, reivindicações, contestação da ordem, por parte das classes dominadas, o Estado agiu prontamente para impedir, seja pela repressão pura e simples seja por outras formas, como a manipulação e a cooptação ou ainda por meio da criação de instrumentos jurídico-políticos de controle e exclusão. (SEGATTO 1999: 202)
Assim, o que Zweig detectou como sendo a “tolerância inata do brasileiro”, sua “predisposição para o entendimento e a compatibilidade” talvez sejam características de apenas uma parcela da sociedade brasileira: a das classes dominadas e excluídas, submetidas ao que Segatto denomina de “cidadania de ficção”. É possível que, quando a realidade histórica concreta deixar de ser “excludente e antidemocrática, opressiva e repressiva, iníquia e discriminatória” (SEGATTO 1999: 219), o Brasil consiga, enfim, transformar-se em um “país do futuro”.
Passados mais de sessenta anos, os ideais humanistas de escritores como Stefan Zweig continuam atuais, e sua divulgação se torna necessária em um mundo cada vez mais egoísta, explorador, conflituoso e cheio de preconceitos, em que classes e países tentam impor seus padrões e valores sobre os outros, desenvolvendo uma predisposição para a guerra e a violência, ao invés de uma “predisposição para o entendimento e a compatibilidade”
HISTÓRIAS DO LIVRO

Problemas causados por GutenbergPeter Burke
O Livro de papelArnaldo Campos
A escrita, espelho dos homens...Ladislas Mandel
Acerca da ImprensaGérard de Nerval
A Forma das LetrasMaria Ferrand e João Manuel Bicker
A Folha de RostoDorothée de Bruchard
A EncadernaçãoDorothée de Bruchard
Colecionismo: o desejo de guardarVera Regina Luz Grecco
Um Livro de HorasAs Riquíssimas Horas do Duque de Berry
Os livros na Idade MédiaJacques Verger (excerto) O formato do livro, tal qual o conhecemos hoje no Ocidente, tem sua evolução retraçável até o antigo Egito. Por milênios, esta forma foi acompanhando os passos da civilização, de que o livro é elemento chave. Evoluiu como evoluiu o uso e a necessidade do texto escrito e, como tudo na história dos homens, moldando-se aos limites do material ao mesmo tempo que sempre superando-os em prol de maior velocidade, economia e funcionalidade. É uma longa história de tentativas, erros e acertos no mais das vezes anônimos.Os antigos cristãos, cuja religião era assentada na Palavra e sua difusão, ao substituírem o rolo de papiro pelo códex de pergaminho talvez não percebessem que ao optar por um material mais barato e um formato de mais fácil transporte, promoviam uma revolução na postura do leitor: folheável, e não mais desenrolável, o livro se tornava mais acessível, incentivava a pesquisa, e podia até ser anotado, fato que acarretou mudança incalculável na vida intelectual.A invenção da imprensa talvez fosse relegada à gaveta por séculos, não tivesse o papel, suporte mais barato que o pergaminho entrado na Europa pouco antes — o pergaminho não suportava a prensa —, não tivesse sobretudo o advento das universidades, do humanismo, da contra-reforma produzido um número crescente de ávidos leitores.No século XVI, o livro adquiria a forma e estrutura que nos são hoje familiares. Só vêm mudando desde então as tecnologias de edição, e suas características estéticas.Com as facilidades trazidas pela informática, nunca se produziu tantos livros como hoje — quase qualquer pessoa pode diagramar um livro e imprimi-lo em alguns exemplares nas gráficas rápidas. Em meio a tanta profusão de recursos fáceis, importa conhecer um pouco da história do livro, das razões de sua forma ser esta e não outra, para encontrar a harmonia entre a criatividade e a experiência acumulada. (D. B.)
PEDRO JUAN GUTIÉRREZ
Começou a trabalhar aos onze anos, como vendedor de sorvete e de jornal. Foi soldado sapador durante quase cinco anos, instrutor de natação e caiaque, cortador de cana-de-açúcar e trabalhador agrícola de 1966 a 1970, técnico em construção, desenhista técnico, locutor de rádio e, durante 26 anos, jornalista. É pintor, escultor e é autor de vários livros de poesia. Ele vive em Havana. Dedica-se exclusivamente à literatura e à pintura..











